domingo, 26 de março de 2017

Chained To The Rhythm: 
a música aparentemente sem sentido que critica todo um mundo sistemático e globalizado.




       Depois de lançar "Rise", curtidores do pop tiveram que esperar um bom espaço de tempo para uma música nova de Katy Perry. Katy não deixou por menos, provou que esse espaço foi importante para render seu mais novo hit. Em "Chained to The Rhythm" o nome já traz o assunto que a música trata: "Acorrentados ao Ritmo".

       "Chained To The Rhythm" é a música mais recente lançada por Katy Perry, tratando de um assunto atual, mas que, aparentemente, só fala de hamsters. Isso mesmo. No dia do lançamento de sua mais nova música, junto com a mesma, saiu um lyric video (vídeo com a letra da música) onde havia um hamster vivendo numa casa, fazendo e refazendo as coisas. À primeira vista não parecia muita coisa, mas para qualquer bom apreciador de músicas, Katy Perry está longe de uma música dadaísta sem significado.

        O vídeo clipe oficial foi lançando alguns dias depois da música, expondo mais ainda o objetivo do som. Quando Perry canta "Sim, pensamos que somos livres [...] Nós estamos acorrentados ao ritmo" sua crítica entra para toda a sociedade do século XXI. Todos pensam que estão livres e fazem o que querem, porém, na verdade, todos estão presos à um ritmo, uma rotina, algo que proíbe a real existência de liberdade. "Tão confortáveis vivendo numa bolha", outro trecho que joga para a sociedade que estão acomodados dentro do ritmo que vivem, sendo que na verdade estão aprisionados.

       Skip Marley, participação especial da música, ainda critica os donos dos maiores cargos da sociedade: presidentes, reis e até mesmo donos de empresas. A música, na parte do rapper, soa como um aviso para as pessoas acordarem e derrubarem o chamado "império" que essas pessoas constróem, pois eles são "gananciosos sobre o povo".

       Quando a música, no refrão diz "Aumente o som, é sua música favorita" é uma ironia ao fato de todos seguirem o ritmo tão confortáveis que chega a ser prazeroso de fazer. 

         Além disso, pode-se verificar críticas bem expostas no vídeo como:
Mulheres com celulares/tablets: elas representam a sociedade acorrentada à tecnologia. As pessoas precisam postar tudo, bater foto de tudo, registrar tudo sem sequer aproveitar onde estão.
Montanha-russa de likes: as pessoas regem sua autoestima e "status" na sociedade pelos números, de "curtir", comentários e compartilhamentos.
Filas sistematizadas, todos fazem igual: é o típico "Maria vai com as outras", todos estão tão regrados em seguir o fluxo, o que todos seguem, que não se libertam de nada. E o pior de tudo, fingem gostar para não serem "apedrejados" pelas pessoas.
Familia regrada: a ideia de que numa família ninguém realmente interage, só ficam à frente da televisão sem trocarem palavras, apenas fazendo suas próprias coisas.
Casal ficando junto em casa: o mundo ficou tão sistematizado que os casais só se encontram ou se quer se falam em casa, não fazem nada mais à moda antiga ou fora do comum.

       Katy Perry fez uma das músicas mais críticas de todo o seu repertório, em objetivo de acordar o mundo em que se vive e tirá-lo de dentro da bolha ou redoma que às pessoas estão. Ela quer dizer aos seus ouvintes: não se prendam ao ritmo, não se prendam à futilidade. Por isso, com toda a certeza, Katy é uma das melhores cantoras de sua geração.

       Abaixo, assista o vídeo clipe oficial relacionando com a real crítica e clique aqui para ler a letra da música traduzida. Sim, todos estão acorrentados ao ritmo, mesmo que num parque de diversões. 

domingo, 19 de março de 2017

Carta ao Meu Melhor Amigo


"Na palma da minha mão procurei, qual é a linha? Gostar de ti assim, não pode ser escolha minha" 
-Autor Desconhecido


Querido amigo,
Um dia vamos acordar e ver que tudo não passou de uma fase ruim de nossa vida. Você vai me beijar sem hesitar e não vão mais existir preocupações com o que é certo ou errado, pois tudo vai voltar a fazer sentido, você vai pegar na minha mão e isso será o suficiente para encontrar forças pra enfrentar as batalhas do dia a dia, nós vamos olhar um nos olhos do outro e relembrar de todas as outras vezes que fizemos isso com receio de que os outros percebessem o sentimento que cresceu entre nós, como se fosse uma época muito distante de nossas vidas, porque não vai mais importar o que os outros falem a nosso respeito, não haverá mais motivo para nos escondermos através de uma amizade colorida - ou atrás de uma biblioteca. Anos irão se passar, vamos conhecer diversos tipos de pessoa, mas nenhuma terá seu perfume e seu abraço, nenhuma outra pessoa no mundo me fará bem, mesmo de mal, como você fazia. Talvez você seja a pessoa errada no momento certo, o que te torna eternamente inesquecível.

Com amor,
Sua melhor amiga.

Giovanna Martinni (autora original, amiga minha que pediu para postar.)

domingo, 12 de março de 2017

A Música Histórica Sobre a Família Sheeran


       "Nancy Mulligan" chamou a atenção de qualquer um que foi ouvir o novo álbum do britânico Ed Sheeran. Além de conter um arranjo tradicional escocês, o nome da música traz curiosidade. É claro que, se você foi pesquisar a letra e tradução da música, você descobriu que se trata de uma pessoa.            Além disso, Nancy não é o único nome da música, William Sheeran também aparece. Logo, todo bom apreciador de música indagaria: é uma história real da família do Ed? A resposta é sim. O Genius, um site que busca saber e expor o sentido de letras de músicas, traz muita coisa interessante sobre "Nancy Mulligan".
       Primeiramente, Ed Sheeran não fez todo o som sozinho. Ele contou com o grupo Beoga (folk irlandês) e o violinista Niamh Dunne para criar todo o arranjo. Niam também fez participação com seu violino em outras duas faixas do álbum: "Happier" e "Galway Girl". A música fala sobre os avós paternos de Sheeran, Nancy (Anne) Mulligan e William (Bill) Sheeran. Sua avó era de Caounty Wexford, Irlanda. Ed resolveu escrever sobre essa história porque era romântica. 
        A história se passa em tempos de 2ª Guerra Mundial, seu avô, William, trabalhava como dentista no mesmo hospital que a sua avó, Nancy. Ela trabalhava como enfermeira atendendo soldados que vinham da guerra. A música conta tudo isso e mais um pouco. No trecho "...Eu fiz aquele anel de casamento com ouro dentário.", cantado no ponto de vista do seu avô, como toda a música, Sheeran expõe que William derreteu seu dente de ouro para fazer uma aliança para Nancy.
        Quando a música diz "Sem ligar para religião", é uma referência ao fato de que Sheeran não era aceito pela família Mulligan pois ele era protestante e a família dela era católica. Além disso, era proibido que um protestante do norte se casasse com um católica do sul.
         Mesmo com confrontos de opiniões e religião em relação à Irlanda se anexar à Grã-Bretanha ou continuar sendo uma única nação, para William e Nancy, não havia diferença ou problemas, pois eles continuariam juntos e iriam se casar.
       "Nancy Mulligan", em meio a uma indústria que busca mais o dinheiro do que a real arte da música, é peculiar. Ed Sheeran sempre se mostrou com uma arte profunda e subjetiva. Lançando seu último álbum, "Divide" (em 3 de março) não só continuou com suas características, como envolveu questões históricas, familiares e sons diferentes. Sheeran, diferente de muitos artistas, se importa em fazer uma arte com significado e, por consequência disso, é reconhecido mundialmente com sua música sendo uma profunda expressão de arte. 



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Como Pipas


"Queria voltar a ser criança, porque os joelhos ralados curam bem mais rápidos que os corações partidos."

As pessoas deveriam correr atrás da alegria
Como corriam atrás de pipas caídas
Corriam sem olhar para baixo
As seguiam como se fossem suas vidas

As pessoas deveriam se libertar
Como deixavam as pipas voarem
Soltavam o fio até o fim
Sem se importarem se o cerol as cortassem

As pessoas deveriam criar laços
Como laçavam os fios da pipa
Emendavam para ela mais alto voar
Como se fosse sua última ida

As pessoas deveriam se divertir
Como se divertiam com a pipa empinando
Correndo, brincando, laçando
Encontravam alegria sem precisar estar sonhando

- Por Júlia Bittencourt

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Outubro Rosa


"Na primavera, seja uma flor, floresça."
- Júlia Bittencourt
rosas Rosas velhas Rosas novas rosa flor rosa cor A estação chega em primavera Tempo de flor crescer Onde toda Rosa deveria se permitir florescer Setembro, marca a mudança do inverno melancólico para o mês de confiança O rosa antes uma cor É um símbolo contra dor Contra a dor de grandes Rosas A rosa flor se transforma em cor Uma flor para finalmente florescer, que no rosa mês Outubro, incentiva as Rosas murchas à florescerem e terem um futuro.

- Por Júlia Bittencourt

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Memórias


 "Nunca olhe para trás. Você não vai achar nenhuma flor florescendo lá."
- Autor Desconhecido

Houve um tempo
Em que ele me olhava
Da forma que olha para ela

Houve um tempo
Em que ele me abraçava
Da forma que ele abraça ela

Houve um tempo
Em que ele me admirava
Da forma que ele que ele admira ela

Houve um tempo
Em que ele sorria para mim
Da forma que ele sorri para ela

Houve um tempo
Em que ele me amava
Da mesma forma que ele ama ela

Houve um tempo
Existiu há um tempo atrás
E agora,
Não existe mais.

- Por Júlia Bittencourt

sábado, 1 de outubro de 2016

Saudade


"Eu sinto mais sua falta do que você poderia imaginar."
- Coming Home (The Vamps) 

Como dois corações
Pulsando saudade nas veias
Podem se encontrar e se sentirem?

Eles sabem que precisam conversar
Quando dois pares de olhos se encontram
E fogem sutilmente
Hesitantes em sustentar o olhar

Eles também sabem que precisam conversar
Quando duas mãos se tocam
E os olhos finalmente se sustentam
Com saudade de sentir a pulsação

A pulsação, enfim, avisa
Que a saudade podia apenas ser contida
Com um abraço apertado
Onde os corações, cuidadosamente
Poderiam então conversar

- Por Júlia Bittencourt